PNL é hipnose. Hipnose sistematizada.

Hipnose vs. PNL. Ou seria Hipnose = PNL? Ou, ainda melhor, PNL = Hipnose?

Hipnose

A hipnose é uma abordagem generalista que trabalha com sistemas humanos de qualquer forma que seja pensada ou discursada. Independentemente da linha técnica ou filosófica de estudo, não há uma integração de representatividade interna, uma estabilidade de aplicação, mas sim de processos genéricos (transe profundo vs. transe leve, esqueceu vs. não esqueceu). É como nadar. Todos nadam, até os que não sabem aprendem no desespero pra não morrerem afogados. Pouco pode-se correlacionar entre o pensamento de um autor e de outro tratando-se de eficácia e discurso.

O chão da concordância técnica na hipnose é pequeno. Isto deve-se ao fato da hipnose ser estudada como estado, não como processo. Erro, diga-se de passagem, que Kappas não cometeu. Já não pode-se falar o mesmo de Erickson, Elman e outros. Na hipnose todo conhecimento humano é conhecimento humano. A hipnose é o transe que pode redefinir esta estrutura, que nunca deixará de ser humana. Mas a hipnose como área de conhecimento não te obriga a pensar no problema como uma questão do campo hipnótico, ela te mantém no campo humano.

PNL

A PNL é uma abordagem específica que trabalha com os sistemas humanos seguindo suas próprias regras. Há apenas uma PNL. Os termos foram criados e são compartilhados em artigos, livros e profissionais. A discordância e discrepância entre seus íntimos é no máximo um exercício de criatividade técnica.

No sistema da PNL todo conhecimento humano torna-se PNL e facilita por si só o estudo deste conhecimento. Modelagem, muitos chamam. Algo que você vê, ouve, sente (sistemas representacionais) alguém fazer e pode repetir tão bem quanto. O problema humano aqui agora é um problema do campo da PNL, não do campo humano.

Integração de Sistemas

Quando a hipnose se une a PNL, sua irmã mais nova introduzida a humanidade há pouco menos de 50 anos, ela ganha estrutura séria. Deixa de ser vista como estado e começa ser vista e enxergada como processos. Processos de mudança. Processos subconscientes, processos inconscientes, processos a curto, médio e longo prazo.

Por obrigação clínica, pode-se dizer, a PNL dá roupa a essência da hipnose. Você não pensa na hipnose usando Sistemas Representacionais, Linha do Tempo, Dissociação Visual Cinestésica, Swish, Padrões de Linguagem, Meta Modelo ou Modelo Milton até a chegada da PNL, vindoura dos modeladores de Erickson. Bander e Grinder.

Na hipnose você diz: induz o ESTADO, aprofunda o ESTADO, trabalha com o ESTADO, gerencia o ESTADO e desperta a pessoa do ESTADO. Uma limitação teórica que pode dar dor de cabeça. Pois o que é o estado? Qual o melhor estado? Há um estado correto? O hipnotizado está no estado ou fora dele? E se o estado estiver errado? E se estiver, o que há de bom nisso? E se o estado, não for o estado?

E se o bom do estado não for do estado, for da dinâmica, usada em qualquer estado? E se a necessidade do estado não existir? E se o estado estiver errado? A PNL libertou a hipnose do estado. Pode-se dizer primeiramente que este foi mérito de Erickson e não da PNL. Até por que, o desfavor que a mesma fez ao espírito de Erickson, enquanto simplificava sua terapêutica e linguagem, foi grande. Mas, quem liga? Rossi. Rossi, Brooks, Gilligan e Betty ligam.

O Legado de Erickson

Erickson era um mago criador, não um conjunto de regras rígidas a serem registradas. No mínimo, todo treinamento que envolve Erickson e sua alma, caso da PNL, deveria quadruplicar a criatividade de seus alunos. O que sabemos que não ocorre. Erickson era a solução para o eterno mundo sem graça mecanicista. Mais ainda pedagogicamente.

Era impossível sistematizar Erickson em uma década. Bandler e Grinder sentiram isto. Gilligan, Rossi, Betty e Brooks também. Mas estes últimos, ao invés de parar nos 10, foram até a eternidade. Marcaram a história da hipnose como verdadeiros discípulos de Erickson. São orgulhos da hipnose indireta, pregada pelo seu mentor, que representa a maior compreensão do significado da palavra inconsciente já antes visto.

Erickson jogou fora o estado e abraçou o resultado. A eficácia, a penetrante capacidade de perceber e mudar o que é importante. E a PNL sistematizou isso. Só que antes de sistematizar Erickson, sistematizou suas próprias intenções, dando espaço para sistematizar a todos, criando um intercâmbio epistemológico pouco admirado por profissionais de PNL e hipnose hoje.

O Preço do Sistema

Hoje então o que era a simples imaginação humana é ensaio mental, é ponte ao futuro e lembre bem que imagina-se com os ouvidos, com o corpo e com todos os outros sentidos também. O que antes era regressão e projeção, agora é linha do tempo. O que antes era uma sugestão poderosa agora é padrão de linguagem. E pode ter nome de gente. Destruir uma imagem e substituí-la por outra não é mais um exercício óbvio de abstração, mas sim um swish. E nós agradecemos.

A riqueza da PNL não matou a hipnose pela própria obstinação da mesma pelo estado, da qual já se libertou há muitos anos. Se Elman apostou nele, Kappas o desconstruiu, Erickson o abandonou e estamos hoje aqui: sem obrigação alguma para com o estado, mas cheios de obrigação para com o resultado.

Ao longo da história, para hipnose, o estado é o que fascina. Já a PNL chegou para lembrar o que os fascinados vieram alcançar: o resultado.

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