Hypnosis and the cause of the problem. Regression: mandatory stop?

The popular view: the past in hypnosis and its use in age and past life regression

In people’s mouth, and in the head of many therapists, regression is just as linked to hypnosis as the numbers are to math. But would hypnosis really be by the rule of thumb a regressionist therapy? Would that approach be the most recommended option in every hypnotherapic treatment?

The association of regression to hypnosis and its reasons

Because of the strong influence of the Freudian psychoanalyst school in the beginning of the 20 century, many professionals consider regression, reliving the past, or its recognizing it, the most effective hypnotic therapeutic method.

And besides all the historic respect, the knowledge and the popular recognition favoring regression, also influenced by the expansion of spiritism and the spiritualist concepts, have created numerous followers of the therapeutic notion that regression is the prioritary way in the psychoterapeutic treatment, becoming the favorite for many, it is important to notice the advancements obtained in the development of the infinite number of hypnotic techniques spread in the last 200 years, many of them completely distant from the regressionist notions and others impossibly comparable in terms of flexibility and therapeutic-transformational power.

The notions of past, present and future in the therapeutic hypnotic realm and its own uses always existed. Nevertheless, in Brazil, specially, the conversation almost always ends up in the exploration of the past of the hypnotizee, favoring regression. What is not always the best therapeutic approach, specially for individuals who don’t sympathize with regression as a therapeutic modality, be it age or past life.

WARNING: Regression in 200 meters

In the last decades, tons of researchers and professionals recorded different opinions reasoning why the use of the regressionist technique, with or without hypnosis, is not mandatory and, that it may be, even harmful in some cases.

The maturing and the creation of new hypnotic processes, the emergence, recognition and the maturing of NLP, the popularization of the hypnotic philosophy of Milton H. Erickson, the growth of the cognitive, behavioral and cognitive-behavioral schools, the recognition of the richness of popular wisdom turned to the importance of social living as basic needs, the identification of humor as a therapeutic tool, the ability of focus in the human mind, and, even more, by the proofs of the illusory nature of time, that only the now exists, leaves us much more than a just a trace of ideas than the “The best thing about the past is that it is over.” (Richard Bandler).

The insistence in using regression is sometimes due to the proved efficacy, sometimes due to the nostalgic fascination experienced, sometimes due to the logic of finding the cause of t he problem where it was created and lived for the first time, sometimes due as a remedy that searches for the truth as it is, sometimes is due to the weight that it might carry the revival of a memory, and, sometimes is due as the only way out to solve a problem never solved before. All these alternatives can makes us understand that regression is the best and maybe the only way available to the discovery of the cause of the problem to be treated.

But this whole logic is put to the test when we understand that every change we make in our lives that had any success, we do without thinking about the past, or at least without paying too much attention to it. Many changes in our lives happen in spontaneous ways.

The non-identification of causes that follows drastic changes, daily, are more common than they’re used to be pondered by the regressionist philosophy. The “cause”, in habit creation and on the difficulty faced in an attempt to change, when revealed, many times awakes only an understanding of the motivational factors behind a behavior or habit: each ones beliefs, what is already important.

There are more people in the world changing their lives healthily and spontaneously all the time than people with difficulties trying to change their lives through therapy. Changes happen without us following up. Often, we don’t notice, or we are informed by third parties about them. Besides, it is extremely comprehensible to make the past accountable in a moment of disorientation and emotional struggle.

Past? Where is that?

It doesn’t matter where you go, the solution and the problem are being experienced right now. This is one of the affirmations of the non-regressionist schools.

Something else also important is that in the hypnotic state, is easy to imagine situations and to create new realities. This make possible the fact that the recovered memory recovered by the regression are created or imagined by the hypnotizee. The regressionist school has Freudian and psychoanalytic roots. Such fact reverberates with the fact that in its own career, Freud abandoned hypnosis, deciding it didn’t serve for his desired purposes, dedicating himself then to the development of psychoanalysis. When he did it, he clarified how necessary it was the discovery of the cause of the problem of his own patients to solve the problems and neuroses being faced.

But, what many seem not to know or to ignore, is that Freud, maybe a great genius of mental health, was not and is not a hipnotherapeutic authority. Therefore, his hypno-therapeutic heritage, should be appreciated with a caveat.

Passado? Onde fica isso?

Não importa onde você vá, a solução e o problema estão sendo vividos agora. Esta é uma das afirmações da escola terapêutica não-regressionista.

Algo também importante, é que no estado hipnótico, é fácil imaginar situações e criar novas realidades. Isto torna possível o fato de que a memória recuperada pela regressão seja criada ou imaginada pelo hipnotizado. A escola regressionista possui raízes psicanalíticas e freudianas. Tal fato reverbera com o fato de em sua carreira, Freud ter abandonado a hipnose, decidindo que ela não serviria para os propósitos desejados por ele, dedicando-se então ao desenvolvimento da psicanálise. Quando o fez, deixou claro o quão necessário era o descobrimento da causa do problema de seus pacientes para solucionar as neuroses e dificuldades em questão.

Mas, o que muitos parecem não saber ou ignorar, é que Freud, embora um grande gênio da saúde mental, não foi e nem é uma autoridade hipnoterápica. Portanto, sua herança hipnótico-terapêutica, deve ser apreciada com ressalvas.

As pesquisas hipnóticas, totalmente desviadas das noções psicanalistas tendenciais e do mainstream, se mantiveram fortes até a década de 1970, 1980. Com resultados incrivelmente eficazes, com a revelação dos norte-americanos Dave Elman, Milton Erickson, John G. Kappas, com o surgimento da PNL e com uma expansão honrosa da hipnose pro Reino Unido nos anos 90. Quase todos os estudos desde a década de 50 até a década de 70, na minha opinião, uma das épocas mais promissoras da hipnose internacionalmente, exibiam provas dos bons resultados e do por que estudar mais hipnose no meio científico, do por que formalizar seu uso terapêutico, do por que levar a sério a mesma. Muitos destes estudos, não tiveram como nenhuma base, o uso da técnica regressionista como método terapêutico.

Mas então, Henrique, porque a hipnose não é tão respeitada e conhecida como a psicanálise ou como uma abordagem focada no passado? Respondo que isto já está mudando e que inevitavelmente observaremos as consequências positivas destas mudanças no decorrer dos anos.

Nem Freud explica

A assinatura freudiana no desenvolvimento da hipnoterapia no início do século 20, influenciou o uso da hipnose por diversos praticantes. Um dos hipnoterapeutas de maior destaque pregador a escola regressionista foi o supracitado Dave Elman. Elman, como Freud, acreditava que era necessário desvendar a causa do problema, supostamente no passado, afim de encontrar soluções para problemas atuais. Elman durante sua carreira tratou inúmeros indivíduos e treinou diversos médicos americanos. Enquanto a escola regressionista hipnótica e seus precursores afirmavam-se, outros hipnoterapeutas não-regressionistas, não exclusivamente regressionistas ou que não favoreciam o uso da regressão como modalidade hipnoterápica, também tornavam-se conhecidos por seu trabalho, entre eles estão os também supracitados Milton H. Erickson e John G. Kappas, ambos profissionais bastante influentes na história da hipnose. Surgia também na época a PNL (Programação Neurolinguística), criada por Richard Bandler e John Grinder, que estudaram como excelentes resultados eram obtidos por excelentes profissionais e terapeutas. Deste mesmo modo, diversos acadêmicos estudaram a hipnose como ferramenta terapêutica. Parte destes acadêmicos concluiu que não era necessário o uso da regressão para que bons resultados fossem obtidos com o uso da hipnose, ideia também reforçada por Kappas, Erickson, pela PNL de Bandler e Grinder e por diversas outras escolas terapêuticas, como as cognitiva, comportamental e cognitivo-comportamental. Muitos acadêmicos também reforçam que o uso da regressão pode ser negativo pela experiência de um possível reavivamento traumático, pelo desencadeamento de traumas não associados à dificuldade posta em contexto, e pela criação de falsas memórias, o que pode ser comum durante o transe hipnótico. A literatura científica é vasta em relação ao último item.

Hipnose e inflexibilidade terapêutica

Na hipnoterapia, a relação hipnoterapia/hipnotizado pode ser curta, muito curta. A crença pessoal do hipnoterapeuta influencia diretamente nos resultados obtidos no tratamento. Na hipnose, com poucas sessões muitas vezes pode-se experienciar uma mudança completa ou um progresso invejável, quando comparamos com outras modalidades psicoterápicas. Para que a experiência do hipnotizado seja rica e recompensadora, é recomendado que o hipnoterapeuta mantenha-se aberto às crenças do hipnotizado, enquanto, ao mesmo tempo, exerce o papel profissional de guia, mentor, facilitador e terapeuta. Pode-se afirmar que a hipnoterapia e o hipnoterapeuta ideal é aquele que sabe adequar-se à realidade do hipnotizado sem abrir mão do seu profissionalismo e expertise hipnótico.

Não é hipnose

É comum ver a regressão promovida como uma técnica não-hipnótica. E, dada a natureza do transe hipnótico, isto é totalmente possível. Esta é uma prática que gera conforto tanto para o terapeuta, quanto para o hipnotizado, uma vez que todo o medo e insegurança provocada pela hipnose é descartada de imediato quando entende-se que aquele procedimento de palco, assustador, perigoso, que toma o controle das pessoas, não será utilizado. Mas o que seria melhor? Promover a informação sobre o que é hipnose e educar cada hipnotizado, ou usufruir dos benefícios terapêuticos e sugestionáveis da hipnose sem ao menos tratar deste assunto?

Uma decisão profissional: o papel do hipnoterapeuta

Todos devem ser educados sobre a hipnose, como ela funciona e como a mesma ocorre diariamente sem que sequer possamos acompanhar, especialmente quando não entendemos o que ela é. Nem todos compartilham da crença acima. De fato, grande parte dos profissionais que optam por trabalhar com a modalidade regressionista sem associá-la à hipnose o fazem por:

  • Receio de tocar num assunto considerado delicado com seus clientes;
  • Transmitir maior confiança aos clientes evitando desencadear as inseguranças por ora causadas pela hipnose;
  • Evitar a necessidade de desfazer e esclarecer os mitos acerca da hipnose;
  • Desconhecimento da natureza do transe hipnótico e suas variantes diárias;
  • Terem sido ensinados a atuar desta forma, fazendo-o deliberadamente, ou;
  • Simples preferência pessoal;

Sendo a natureza do transe hipnótico o uso da atenção para levar o hipnotizado a um resultado final, tendo como consequência a realização deste, não existe regressão sem hipnose. Contudo, uma vez que o transe hipnótico é algo tão natural, não há necessidade ritualística para alcançar o estágio regressionista, visto que o mesmo ocorre diariamente sem que notemos.

Regressão: antes e depois dela

O procedimento regressionista hipnótico tem como objetivo obter bons resultados terapêuticos. É dado por certo que após um procedimento regressionista, nada de demais pode acontecer, caso o mesmo encontre a causa do problema e o mesmo seja solucionado. Contudo, no momento da regressão, há sempre a possibilidade do cliente reviver outras idéias associadas à época mesmo após o procedimento terapêutico, independente de uma forte catarse emocional ou não. A possibilidade de regredir espontaneamente dias após o procedimento regressionista pode ser comparada ao fato de regressões espontâneas ocorrerem normalmente ocasionalmente, quando encontramos um amigo de longa data, quando sentimos saudades e lembramos de uma pessoa querida que já se foi, quando revivemos a infância e outros momentos naturalmente nostálgicos. Após a regressão, tais lembranças podem ocorrer com frequência e duração maiores; tendo este acontecimento funções terapêuticas benéficas ou não. É importante falar também, que, dada a natureza da mente humana ao uso da memória seletiva, todo e qualquer procedimento terapêutico possibilita o desencadeamento de memórias associadas à situações e sensações semelhantes. Estados emocionais conhecidos trarão mais estados emocionais conhecidos. Contudo, muitas vezes no procedimento regressionista lidamos com momentos traumáticos ou desconfortáveis, e é justamente este tipo de seleção mnemônica que gostaríamos de evitar no estágio pós-regressionista. Nestes casos, uma lembrança pós-regressiva incômoda pode ter a tendência de permanecer durante dias, semanas ou meses. Este entendimento reduz, mas não limita, o entendimento da regressão como a simples lembrança e reavivamento de experiências do passado, podendo estas ocorrerem no consultório, sendo terapêuticas ou fora deste, sendo verdadeiramente espontâneas. A natureza destas lembranças podem ser boas ou ruins, dado o entendimento da memória seletiva que opera de forma independente na mente humana e levando em consideração o uso deliberado de tais memórias para a inovação e renovação individual diárias.

A causa inexistente: quando a causa não é encontrada

Outro item que pode colocar em questionamento o uso da regressão como ferramenta terapêutica são os episódios em que alguns terapeutas, munidos pela crença de que a regressão é a única solução para todos os problemas, a utilizam repetida, continua e indiscriminadamente, independente dos resultados obtidos, sessão após sessão de hipnose. Nestes casos, as chances de uma resolução terapêutica são reduzidas ao simples uso da regressão para encontrar a causa correta do problema, sendo aqui, a regressão terapêutica, a única técnica empregada pelo profissional. Diversas sessões são realizadas até que o cansaço vence a abordagem regressionista. Classifico estes eventos como casos de “causa inexistente”.

A abordagem no presente: hipnose no aqui e agora

Quando entendemos que todo problema ocorre agora, só existe o presente: o que é sentido, o que é vivido e o que é falado no momento atual. Toda interpretação será alterada de acordo com o que é sentido. As crenças são os itens mais importantes à serem trabalhados na terapia. Definem-se por, porém não limitam-se à: subjetividade da experiência humana, a vida em geral, o cotidiano, o antes, o durante e o depois de cada momento, os ciclos de mudança, transformação e mantenimento da personalidade, das suas percepções, dos processos cognitivos, dos comportamentos e dos hábitos. O estudo de novas estratégias de tratamento, a avaliação constante dos resultados obtidos à cada sessão e o acompanhamento terapêutico são cruciais para que o processo hipnoterápico seja orgânico. Vale frisar que o terapeuta que prefere atuar no momento presente não descarta a importância do passado, mas o utiliza como recurso adicional, integrativo, como algo que possui a capacidade de corroborar o potencial da sua abordagem terapêutica. Na hipnose, a prática hipnoterápica não-regressionista dá um espaço maior à própria criatividade do hipnoterapeuta e do hipnotizado; cria raízes para um aprendizado valioso, estável e constante. O foco aqui é manter um nível de independência e autoconhecimento que pode ser reutilizado sempre que necessário, não limitando o escopo de solução, muito menos escravizando o hipnotizado ao processo terapêutico, que, por vezes, tende a angariar resultados de forma extremamente rápida e mais flexível do que na abordagem regressionista. Para obter sucesso na abordagem do presente é crucial que as variáveis corretas sejam levantadas, colocadas em questão e que o hipnoterapeuta esteja apto a identificar o que é relevante para o caso em particular, descartando muitos dos procedimentos convencionais estabelecidos até mesmo por escolas hipnoterápicas antigas e as mais tradicionais, baseadas na própria abordagem hipnótico-regressionista em questão, ou na psicoterapia tradicional, herdada da psicanálise.

O caminho do hipnoterapeuta

É importante que o hipnoterapeuta explore diferentes procedimentos terapêuticos e diferentes técnicas para obter os resultados desejados por quem o procura. Cada indivíduo é único; cada cabeça é um mundo. Cabe ao profissional que costuma utilizar a regressão como ferramenta terapêutica buscar, entender, acompanhar e observar seus resultados, benefícios da sua aplicação comparadas a outras técnicas hipnótico-terapêuticas e decidir qual o melhor caminho a ser tomado.

Como eu atuo

Opto sempre pela criação de estratégias individuais adequadas à cada caso. A utilização de conceitos diversos e o enriquecimento da aplicação de técnicas hipnóticas se dão no momento em que o hipnotizado é descoberto, investigado em meu consultório. Sem dúvida a experiência e semelhança de alguns casos complementam-se, contudo, pré-definições são postas em questionamento à todo o tempo. O caminho está sempre aberto e é sempre passível a mudança, visto que a única constante aqui, é a busca pelo bem-estar e pelo resultado desejado por cada indivíduo. Naturalmente há um acordo entre as partes para que a compreensão do trabalho à ser realizado seja esclarecida e beneficie tanto a estrutura estratégica oferecida pelo hipnoterapeuta, quanto pelo hipnotizado. No final das contas, o hipnoterapeuta atento se utilizará sempre da melhor hipnose existente: a que o hipnotizado nos traz. 1 Estrela Hipnose e Hipnoterapia em Brasília/DF — Hipnoticus2 Estrelas Hipnose e Hipnoterapia em Brasília/DF — Hipnoticus3 Estrelas Hipnose e Hipnoterapia em Brasília/DF — Hipnoticus4 Estrelas Hipnose e Hipnoterapia em Brasília/DF — Hipnoticus5 Estrelas Hipnose e Hipnoterapia em Brasília/DF — Hipnoticus (artigo aguardando avaliação pública)

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